Publiquei há dias um post repercutindo uma notícia avançada pelo site Comunique-se a qual indica que o jornalista brasileiro ganha por volta de mil reais (muitas vezes nem chega perto disso).
Como estou fora do Brasil, fui procurar saber e encontrei a informação de que em Portugal o salário médio dos jornalistas portugueses é de mil euros - o equivalente a uns 3 mil reais, mas que não valem tudo isso considerando a vida em euros, naturalmente.
É claro que, para ambos os casos, o salário varia conforme o tipo de órgão para o qual o jornalista desenvolve o seu trabalho (jornal, televisão, rádio, internet) e também segundo a localização geográfica do país.
Em Lisboa ou São Paulo, por exemplo, ganha-se mais, mas também o custo de vida é mais alto. Já agora… O salário mímino no Brasil vale 380 reais (uns 125 euros). Em Portugal, 403 euros (uns 1,200 reais).
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Quanto pensamos em salário, pensamos sobretudo nos números absolutos, mas é importante tentar perceber o cenário mais alargado: se o jornalista é registrado em carteira, se tem vale-transporte e vale-refeição, se tem que usar o próprio automóvel para fazer reportagens, se lhe ajudam a pagar cursos de idioma e especialização etc., para ficar em poucos exemplos que condicionam a vida econômica destes profissionais e que permitem que eles tenham ou não condição de exercer como se deve a sua profissão.
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Os baixos salários dos jornalistas são uma realidade em vários países, não apenas no Brasil ou em Portugal. Há exatamente um ano, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) apresentou um estudo, em Genebra, que envolveu 41 jornalistas em 38 países. Segundo a FIJ, a média dos salários caiu em termos reais nos últimos cinco anos, ao mesmo tempo em que se generaliza o pagamento por matéria individual produzida por freelancers, os quais representam cerca de 30% dos membros das organizações filiadas à FIJ.
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Abaixo, um post escrito por um ex-aluno meu, o Samuel Silva, que foi estudar por um tempo em Barcelona e que nos trouxe, através do blog dele, esse desabafo em que compara as realidades do mercado de trabalho da Espanha e Portugal, mas que bem poderia ser uma comparação entre algum outro país e o Brasil:
“Última aula de Géneros Informativos y Rutinas de Producción en Rádio y TV. A professora dava umas dicas finais sobre a matéria que sairá no exame e uns conselhos de futuro aos meus colegas espanhóis. E colocava-lhes a questão de qual seria a sua escolha profissional e qual o critério para a fazerem. Alguns apontavam a área de especialização, outros o âmbito do meio de comunicação e alguns chegavam ao ponto de especificarem o órgão. E eu comentava com a Susana: “Só queria era arranjar emprego…!” É a diferença entre os dois países…”
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Parece-me claro que para sobreviver neste mundinho cruel, os jornalistas e os estudantes de jornalismo têm que, independentemente do país/região que se encontram, começarem a abandonar a idéia de ficar esperando um bom (e fixo) emprego cair do céu, atacar em várias frentes, criar e manter a sua rede de contatos, ter em conta que é preciso investir numa educação continuada e não só, como já foi muito bem comentado aqui pelo amigo André de Abreu. O mundo hoje corre mais depressa… Até já há vaga de emprego para jornalista no Second Life! Viram essa ?! ![]()









1 Maio, 2008 at 1:21 pm
Sou estudante de jornalismo do 1º período, mas já estou pensando em desistir e investir em outro curso, pois o sálario tem sido desanimador cada vez que pesquiso sobre este ele some cada vez mais rsrs.
Imagine então em Alagoas, tá difícil estudar sabendo do salário que lhe espera mais à frente.
Por favor preciso que me ajudem falando sobre a realidade do salário do jornalista aqui em Alagoas. Pois eu estou custando a crêr no salário baixíssimo do jornalista principalmente alagoano.